Fake News, a maldição midiática dos nossos dias

    Brasil no topo das notícias falsas na internet

    Fake news significa notícia falsa, mentira. No paleolítico da comunicação, é a fofoca, sempre corrente nos embates políticos de boca em boca, agora com o pomposo nome porque é associada a uma ferramenta poderosa, a internet, que também dá suporte ao lixo midiático (leia-se lixo moral).

    No debate ‘Contra a pior Fake news, o bom jornalismo’, realizado na ABI, promovido pela própria ABI, Sinjorba e Faculdade de Comunicação da UFBA, com as presenças do senador Angelo Coronel (PSD), presidente da CPI das Fake News, e da deputada Lídice da Mata (PSB), relatora, ficou evidente a vastidão do problema.

    Visão geral

    Veja alguns tópicos do painel traçado lá:

    1 — Coronel citou que 25 milhões de crianças de 9 a 17 usam as redes sociais, o equivalente a 86% da nossa juventude. Ou seja, toda uma geração sofre influência das fakes.

    2 — Só zap cancela dois milhões de contas, com perfis falsos, por dia.

    3 — Alguns servidores como Twitter não têm CNPJ no Brasil, não há como enquadrá-lo no país.

    3 — Os campeões mundiais das fakes são Turquia, México e Brasil.

    4 — E por fim, Lídice lembrou que na CPI alguns deputados, especialmente os do PSL de Bolsonaro, tudo fazem para travar os trabalhos. Ou seja, passam a sensação de que se nutrem disso.

    A diretora da Facom, Suzana Barbosa, quer ampliar o debate lá. Tudo o que vier nessa linha, é bem vindo.

    Ameaças identificadas

    Lembra aquela história da semana, em que o senador Ângelo Coronel (PSD), logo após ter assumido a presidência da CPI das Fake News, foi ameaçado de morte?

    A Polícia Legislativa do Congresso investigou o caso e chegou ao responsável. Trata-se de Farley Oliveira Almeida, piloto de avião que tem uma filha policial, é de Teixeira de Freitas, mas foi apanhado em Belo Horizonte, Minas Gerais.

    Farley alegou que estava bêbado, em desespero, porque está desempregado e ameaçou, por conta dos seus infortúnios pessoais, não apenas Coronel, mas várias pessoas.

    Coronel diz que as ameaças pararam, mas não quis comentar sobre a versão de Farley. Apenas diz que está atento a tudo à sua volta.