Hackers presos em julho tentaram invadir celulares de 84 pessoas, diz PF

    Lista inclui presidente Bolsonaro e seus filhos, deputados, senadores, ministros do STF, procuradores da Lava-Jato e jornalistas

    Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

    Hackers presos na Operação Spoofing, realizada em julho deste ano, tentaram invadir os celulares de 84 pessoas, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, deputados, senadores, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), procuradores e juízes da Lava-Jato e jornalistas. A lista advém de uma perícia da Polícia Federal e foi revelada pelo jornal O Globo.

    O ex-procurador geral da República Rodrigo Janot foi o alvo mais recorrente: foram 76 tentativas de invasão. O procurador da Lava-Jato Deltan Dellagnol vem na sequência, com 44 investidas realizadas por parte dos hackers em dois diferentes números. Já o presidente Jair Bolsonaro foi alvo em 14 diferentes ocasiões.

    Membros da Lava-Jato, entre procuradores e juízes, também foram mirados pelos hackers: ao todo, foram 19 integrantes que sofreram tentativa de invasão de celular.

    Veja a lista completa:

    Rodrigo Janot (ex-PGR) – 76 vezes
    Deltan Dallagnol – 37 vezes
    Luciano (sobrenome não identificado) – 28 vezes
    Thaméa Danelon (procuradora, ex-coordenadora da Lava-Jato de São Paulo) – 22 vezes
    Orlando Martello Junior (procurador da Lava-Jato de Curitiba) – 21 vezes
    Alexandre de Moraes (ministro do STF) – 13 vezes
    Nicolao Dino (subprocurador aliado de Janot) – 13 vezes
    Claudio Dantas (jornalista do site O Antagonista) – 12 vezes
    João Otávio de Noronha (atual presidente do STJ) – 10 vezes
    Eduardo Bolsonaro (deputado) – 10 vezes
    Rodrigo Maia (presidente da Câmara) – 10 vezes
    José Augusto Vagos (procurador da Lava-Jato do Rio) – 10 vezes
    Márcio Barra Lima (ex-coordenador da Força-Tarefa Greenfield do MPF) – 10 vezes
    Paulo Gomes Ferreira Filho (procurador da Lava-Jato do Rio) – 10 vezes
    Delegado Francischini (ex-deputado federal) – 9 vezes
    Paulo (chefe de gabinete do presidente do Senado Davi Alcolumbre) – 9 vezes
    André Wasilewski Dusczak (juiz federal) – 9 vezes
    Roberson Pozzobon (procurador da Lava-Jato de Curitiba) – 9 vezes
    Raquel Dodge (ex-PGR) – 9 vezes
    Thiago Lacerda Nobre (coordenador da Lava-Jato em SP) – 9 vezes
    Felipe Francischini (deputado federal) – 8 vezes
    DPF Edson (delegado da PF de SP) – 8 vezes
    Luiz Philippe O. Bragança (deputado federal) – 8 vezes
    Januário Paludo (procurador da Lava-Jato em Curitiba) – 8 vezes
    Wagner do Rosário (ministro da CGU) – 7 vezes
    Luís Felipe Salomão (ministro do STJ) – 7 vezes
    Gleisi Hoffmann (deputada) – 7 vezes
    Paulo Teixeira (deputado) – 7 vezes
    Joice Hasselmann (deputada) – 7 vezes
    Deltan (outro número do procurador) – 7 vezes
    Eduardo Bolsonaro (deputado, outro número) – 7 vezes
    Flávio Bolsonaro (senador) – 7 vezes
    Jair Bolsonaro Reservado (presidente da República) – 7 vezes
    Jair Bolsonaro telefone funcional – (presidente da República)  – 7 vezes
    Coronel Hideo (não identificado) – 6 vezes
    Baleia Rossi (deputado) – 6 vezes
    Tiago Ayres (advogado do PSL e de Bolsonaro) – 6 vezes
    Cid Gomes (senador) – 6 vezes
    Marisa Ferrari (procuradora da Lava-Jato do Rio) – 6 vezes
    Kim Kataguiri (deputado federal) – 6 vezes
    Abel Desembargador (desembargador do TRF-2) – 5 vezes
    Eduardo El Hage (coordenador da Lava-Jato do Rio) – 5 vezes
    Júlio Carlos Noronha (procurador da Lava-Jato de Curitiba) – 5 vezes
    Isabel Groba (procuradora da Lava-Jato de Curitiba) – 5 vezes
    Karen Louise (procuradora da Lava-Jato de Curitiba) – 5 vezes
    Luiza Frischeisen (subprocuradora, foi candidata a PGR pela lista tríplice) – 5 vezes
    DGP SP Youssef (não identificado) – 4 vezes
    Ministro Sergio Moro (ministro da Justiça) – 4 vezes
    Zampieri (ajudante de ordens da Presidência) – 4 vezes
    Carlos da Costa (secretário especial de Produtividade do Ministério da Economia) – 4 vezes
    Gabriela Hardt (juíza federal da Lava-Jato de Curitiba) – 4 vezes
    DPF Rafael Fernandes (delegado da PF) – 4 vezes
    Andrey Borges de Mendonça (procurador da Lava-Jato em SP) – 4 vezes
    Eduardo Pelella (procurador e ex-chefe de gabinete de Janot) – 4 vezes
    Flávia Cecília Blanco (não identificado) – 3 vezes
    Abraham Weintraub (ministro da Educação) – 3 vezes
    Dep. Luiz Philippe Bragança (deputado) – 3 vezes
    Eduardo Paes (ex-prefeito do Rio) – 3 vezes
    Lamoso (ajudante de ordens do governo de SP) – 3 vezes
    Pezão (ex-governador do Rio) – 3 vezes
    Flávio Lucas (não identificado) – 3 vezes
    Igor Gadelha Crusoé (jornalista da Crusoé) – 3 vezes
    Pedro Bial (jornalista da TV Globo) – 3 vezes
    André Luiz Morais de Menezes (não identificado) – 3 vezes
    Danilo Dias (procurador e ex-coordenador da área criminal de Janot) – 3 vezes
    Douglas Fischer (procurador e ex-coordenador da Lava-Jato de Janot) – 3 vezes
    Rudson Coutinho da Silva (não identificado) – 3 vezes
    Abílio Diniz (empresário) – 2 vezes
    Davi Alcolumbre (presidente do Senado) – 2 vezes
    Dr. Francisco (não identificado) – 2 vezes
    Maira (não identificado) – 2 vezes
    Marcelo Barbieri SRI/Segov (ex-secretário do governo Temer) – 2 vezes
    Athayde Ribeiro da Costa (procurador da Lava-Jato de Curitiba) – 2 vezes
    General Braga Neto (atual chefe do Estado-Maior do Exército) – 2 vezes
    MRE Filipe (Ministério das Relações Exteriores) – 2 vezes
    Mario Carvalho FSP (jornalista da Folha de S.Paulo) – 2 vezes
    Paulo Guedes (ministro da Economia) – 2 vezes
    Reis Friede des TRF2 (atual presidente do TRF-2) – 2 vezes
    Rosangela (mulher do ministro Sergio Moro) – 2 vezes
    Diogo Castor de Mattos (ex-procurador da Lava-Jato de Curitiba) – 2 vezes
    Gabriel da Rocha (não identificado) – 2 vezes
    Paulo Roberto Galvão (procurador da Lava-Jato de Curitiba) – 2 vezes
    Silvio Amorim (não identificado) – 2 vezes
    Arolde de Oliveira (senador) – 1 vez
    Marcelo Bretas (juiz federal da Lava-Jato do Rio) – 1 vez
    Oswaldo Jose Barbosa da Silva (corregedor-geral do MPF) – 1 vez