Começa reação contra privatização da Petrobras. A ideia é fazer barulho

    Se a ideia vai germinar, não se sabe, mas já está plantada

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba
    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

     

    Instalada em 21 municípios baianos, produzindo 42 mil barris de petróleo por dia e 6 milhões de metros cúbicos de gás, um movimento em torno de R$ 4 bilhões por ano, empregando quatro mil trabalhadores concursados e 13 mil terceirizados, a Petrobras pode estar se despedindo da Bahia, pelo menos, com a concepção que marca a sua trajetória, a de uma estatal nacional.

    Na Assembleia ontem, políticos com o senador Jaques Wagner (PT) à frente, mais líderes sindicais, deflagraram a campanha em defesa da Petrobras, que o governo Bolsonaro pretende privatizar.

    Barulho

    Por ironia, a exploração petrolífera no Brasil começou na Bahia. Guilherme Estrela, engenheiro da empresa, o pai do pré-sal, lembrou que ‘isso é um crime contra a história’. E ressalvou:

    — Não estão privatizando. Estão desnacionalizando a exploração e o refino.

    Jaques Wagner bateu forte. Disse que a briga é pelo controle do petróleo, com os EUA querendo criar a hegemonia, e Bolsonaro dando corda:

    — Fernando Henrique tinha uma visão diferente da nossa, mas não tinha uma natureza subalterna e entreguista como vemos agora.

    E o que dizer dos que falam que o PT, com os escândalos gerados pela Lava Jato, contribuíram para isso?

    — É uma mera desculpa para eles atingirem os objetivos deles. Sempre fomos a favor que se investigue e puna culpados. Mas aí é entregar.

    Muitos foram os oradores, e todos bateram na mesma tecla: a necessidade de ir às ruas fazer barulho. Se a ideia vai germinar, não se sabe, mas já está plantada.