Janot diz que é irregular ação de busca e apreensão na sua casa

    Segundo ex-procurador, "o fato narrado no livro e nas entrevistas, ocorrido há cerca de dois anos e meio, não constitui crime"

    Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

    O ex-procurador Geral da República, Rodrigo Janot, disse que estranhou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de cumprir o mandado de busca na sua casa e no seu escritório nesta sexta-feira (27). Com informações do portal Jota.

    Segundo Janot, “Não vejo vinculação entre o objetivo do inquérito e as medidas agora adotadas e não detenho mais prerrogativa de foro para ser investigado pelo Supremo”, declarou.

    “É um inquérito anômalo, para investigar ‘fake news’. A imputação é ofender a integridade corporal ou a saúde das autoridades mencionadas. O fato narrado no livro e nas entrevistas, ocorrido há cerca de dois anos e meio, não constitui crime, muito menos notícias fraudulentas”, afirmou o procurador ao site.

    O mandado de busca pela polícia federal foi autorizado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Ação foi realizada nos dois endereços em Brasília pouco antes das 18h.

    Os agentes da PF apreenderam uma pistola, três pentes, seis caixas com munição, celular e o tablet do ex-procurador, que atua hoje como advogado.

    O ministro Moraes determinou ainda que Janot seja proibido de se aproximar a menos de 200 metros de qualquer um dos ministros do STF e seja impedido de ingressar nas dependências da Corte. Determina ainda que sejam suspensos imediatamente todos os portes de armas no nome do ex-PGR.