Cresce insatisfação do governo com vice-líderes na Câmara Municipal

    Na eventual ausência de Paulinho, esperava-se um comportamento mais incisivo dos quatro vereadores

    Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ bahia.ba

    A insatisfação da cúpula do Palácio Thomé de Souza com sua base na Câmara Municipal não se resume somente à liderança de Paulo Magalhães Jr. (PV), segundo apurou o bahia.ba com interlocutores do prefeito ACM Neto (DEM) e seu vice, Bruno Reis (DEM).

    Os vice-líderes também não estão agradando ao governo e passaram a ser alvos frequentes em reuniões da Prefeitura. Atualmente a função é ocupada por Lorena Brandão (PSC), Alfredo Mangueira (MDB), Henrique Carballal (PV) e Cátia Rodrigues (PHS).

    Na eventual ausência de Paulinho, esperava-se um comportamento mais incisivo dos quatro vereadores, o que não tem acontecido.

    Na sessão do dia 18, por exemplo, quando a Câmara aprovou, por unanimidade, a criação do projeto Sempre Melhor, voltado ao fortalecimento da política de assistência social, a base governista bateu cabeça em plenário e por pouco a matéria não deixou de ser votada.

    Com a ausência do líder, que estava em um evento com o prefeito ACM Neto, enquanto a oposição aceitava apreciar o projeto com dispensa de formalidades, nenhum dos quatro vices se pronunciaram pelo governo.

    Téo Senna (PHS) chegou a dizer que não deveriam votar a matéria, uma vez que a mesma não estava prevista na ordem do dia. “As vezes eu não entendo a bancada do governo”, reclamou o presidente da Casa, Geraldo Jr. (SD).

    E não é só em relação à articulação que os vices estariam deixando a desejar, mas também na defesa do próprio governo, quando a oposição abre fogo. Raramente qualquer um dos quatro sobe à tribuna para defender o prefeito de críticas, diferente de outros nomes da base com menos prestígio.