Megaleilão do pré-sal precisa fazer justiça social a estados e municípios, diz Rui em Brasília

    Ao lado de outros governadores, Rui Costa esteve com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni

    Foto: Divulgação

    O governador Rui Costa (PT) esteve em Brasília, nesta segunda-feira (30), para levar a posição da Bahia sobre a cessão onerosa do pré-sal e a partilha de recursos entre estados e municípios.

    Governadores e senadores do Nordeste e Norte se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para o fim das negociações. Os senadores baianos Angelo Coronel (PSD), Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT) também estiveram presentes.

    A Câmara deve apreciar no mês de outubro a parte da proposta que falta ser votada — a divisão do bônus de assinatura com Estados e Municípios.

    O percentual a ser arrecadado com o megaleilão do pré-sal, previsto para novembro, é de 15% para estados e de 15% para municípios, descontado a parte da Petrobras. Este é o maior leilão da história do país, em que devem ser arrecadados R$ 106 bilhões.

    “Nós pedimos que seja mantido e respeitado o acordo feito em relação à cessão onerosa, inclusive com os valores e a forma de rateio: 15% para estados e 15% para municípios, distribuídos conforme o FPE [Fundo de Participação dos Estados] e o FPM [Fundo de Participação dos Municípios]. Foi esse o combinado e é isso que esperamos que seja cumprido para fazer justiça a todos os brasileiros”, disse Rui.

    Parte da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da cessão onerosa já foi promulgada pelo Congresso Nacional na última quinta-feira (26). Com isso, foi dado sinal verde ao governo para a realização do tão esperado megaleilão.

    O governo, por meio de Onyx, assegurou nesta reunião que o entendimento do Senado será cumprido. Caso a Câmara vote de modo diferente, foi acordado com os governadores a emissão de uma Medida Provisória (MP) contemplando estados e municípios com o mesmo percentual (15% cada). A MP seria, assim, uma última alternativa.