Corregedoria primeiro pune para depois apurar, diz Sindpoc sobre prisão de delegada e policiais

    Presidente da entidade, Eustácio Lopes afirma que Corregedoria agiu de forma equivocada e causou danos morais aos policiais

    Foto: Divulgação/Sindpoc

    O Sindicato dos Policiais Civis da Bahia (Sindpoc) divulgou nota em que classifica como “injusta e equivocada” a prisão da delegada Carla Santos Ramos e dos agentes Agnaldo Ferreira de Jesus, Carlos Antonio Santos da Cruz e Iraci Santos Leal, sob acusação de torturar uma funcionária de uma Casa Lotérica no bairro de Dom Avelar, em Salvador. Todos são lotados na Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) da capital.

    Os quatro foram soltos na manhã desta terça-feira (8) após habeas corpus concedido pela desembargadora Márcia Borges, durante o Plantão do Judiciário do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) na madrugada. Eles responderão em liberdade as acusações.

    Segundo o Sindpoc, os investigadores Carlos Cruz e Iraci Leal estavam de folga no momento da ocorrência. “A funcionária Zélia Buri de uma Casa Lotérica de Salvador, após ter sido desmascarada por desvio de verba, para não responder ao Tribunal do Crime, foi à Corregedoria da Polícia Civil, nesta segunda-feira (7), e protocolou uma denúncia de que havia sido ameaçada e torturada na delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) da capital baiana”, disse no comunicado.

    “O bandido agora virou mocinho e o mocinho virou bandido. O bandido para tentar impedir a investigação criminal, vai à Corregedoria e faz uma denúncia. A Corregedoria, por sua vez, ao invés de apurar os fatos, representa pela prisão dos servidores de forma injusta e equivocada gerando danos morais aos policiais civis”, afirmou Eustácio Lopes, presidente da entidade.

    Ele diz que o departamento jurídico da entidade acompanhará o caso nas esferas administrativa e criminal.