Mulheres querem mais participação política e refutam a lorota do laranjal

    'Em política não existe lugar vazio. A mulher tem que se atirar, brigar para ocupá-los'

    Imagem: Agora é que são elas/UOL
    Imagem: Agora é que são elas/UOL

     

    O uso de candidatas laranjas nas eleições do ano passado, motivo de alguns escândalos envolvendo também o PSL de Bolsonaro, aduba a falácia de que mulheres, em grande parte, são usadas no mundo eleitoral para alguns tirar proveito.

    É lorota rasteira. Laranjas estão presentes, não só na política, mas também no jogo econômico sujo. Com o detalhe: a prática é unissex, envolve gente de todos os gêneros, não de agora, mas desde que inventaram a tal.

    Seja como for, tal situação está azucrinando as 10 deputadas estaduais baianas, de Talita Oliveira, do PSL, a Fátima Nunes, do PT.

    MP na parada

    Ontem a promotora Márcia Teixeira, do MP, almoçou com a maioria das deputadas baianas justamente para alavancar projetos que estimulam a participação das mulheres na política, como diz a deputada Fabíola Mansur (PSB):

    — O avanço é parte de um processo. Há menos de 100 anos as mulheres não tinham nem o direito de votar.

    Olívia Santana (PCdoB) vai na mesma linha:

    — Os partidos sempre priorizaram os homens. O que não é certo é chamar as mulheres só para cumprir cota. Tem que estimular a participação.

    Ivana Bastos (PSD), idem:

    — As cotas para mulheres são mais que justas. Muita gente boa não entra na política porque não tem dinheiro.

    E Fátima Nunes (PT) fecha:

    — Em política não existe lugar vazio. A mulher tem que se atirar, brigar para ocupá-los.