PT diz ser ‘inadmissível’ que ajuste prejudique trabalhadores

    Em resolução aprovada nesta sexta-feira (26), o PT deixa claro as divergências com o governo de Dilma Rousseff e pede mudanças na política econômica

    Foto: Daniel Teixeira/ Estadão Conteúdo

    Em resolução aprovada nesta sexta-feira (26), o PT deixa claro as divergências com o governo de Dilma Rousseff e pede mudanças na política econômica. No documento, o partido diz ser “inadmissível” que o ajuste fiscal implique perda de direitos dos trabalhadores e avisa que vai se opor a medidas propostas pelo Palácio do Planalto nessa direção.

    “O PT não aceita que o caminho para o equilíbrio fiscal seja pavimentado por sacrifícios do povo trabalhador”, diz um trecho da resolução, que passou pelo crivo do Diretório Nacional, mas ainda sofrerá emendas. “É inadmissível que projetos de reforma fiscal impliquem, no curto, médio ou longo prazo, cancelamento de direitos, arrocho salarial ou enfraquecimento do nosso projeto de inclusão social, redução das desigualdades, distribuição de renda, geração de empregos, valorização salarial e prioridade para projetos sociais.”

    O documento cita a reforma da Previdência, hoje um dos principais cabos de guerra do PT com o Planalto, e avisa que o partido “somente apoiará soluções (…) que sejam pactuadas com o sindicalismo, as organizações populares e os movimentos sociais”.

    Apesar das críticas ao governo, a resolução diz que continua na ordem do dia a campanha “em defesa da democracia e contra o golpe”, critica a “mídia monopolizada”, diz que o PSDB tem “obsessão” de encurtar o mandato de Dilma e chama o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de “parceiro dos golpistas”.