Em Roma, ACM Neto diz que 1ª missa a Santa Dulce é ‘momento histórico e especial’

    Cerimônia religiosa foi celebrada na manhã desta segunda-feira pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger

    Foto: Divulgação/Secom

    O prefeito ACM Neto (DEM) participou na manhã desta segunda-feira (14) da primeira missa no mundo em homenagem a agora Santa Dulce dos Pobres, na Igreja Sant’Andrea Della Vale, em Roma, na Itália.

    A cerimônia religiosa foi celebrada pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger. Apresentaram-se na ocasião a cantora Margareth Menezes e o sanfoneiro Waldonys, embaixadores das Obras Assistenciais Irmã Dulce (Osid). Estima-se que mil pessoas, dentre autoridades e fieis, presenciaram a celebração.

    “Que alegria encontrar tantos baianos aqui em Roma, na primeira missa depois da canonização de Irmã Dulce. Estou muito orgulhoso em participar desse momento histórico e tão especial”, afirmou ACM Neto, que esteve acompanhado do vice-prefeito Bruno Reis (DEM).

    Dom Murilo Krieger, por sua vez, destacou a caridade de Santa Dulce dos Pobres, que dedicou a vida a ajudar e acolher os mais necessitados. “Ela tinha consciência de que a causa mais profunda do sentimento humano é a presença de Deus”, disse o arcebispo.

    A próxima celebração em homenagem à santa acontecerá no próximo domingo (20), a partir das 12h, na Arena Fonte Nova.

    Canonização

    A religiosa baiana Irmã Dulce foi canonizada neste domingo (13) pelo papa Francisco e se tornou a primeira santa nascida no Brasil –mais precisamente em Salvador, em 1914. Ela teve dois milagres reconhecidos pela Igreja Católica e agora passa a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres.

    O processo de santificação do Anjo Bom da Bahia é considerado o terceiro mais rápido da história da Igreja Católica, considerando a data de falecimento – atrás apenas do papa João Paulo II (nove anos) e de Madre Teresa de Calcutá (17 anos após a morte).

    Na juventude, Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, seu nome de batismo, tornou-se freira e, desde então, sua atuação na região da Cidade Baixa ficou conhecida por ajudar os mais pobres, sempre pedindo auxílio a todos, desde pequenos comerciantes até presidentes. “Quando cada um faz um pouco, o pouco de muitos se soma”, costumava afirmar.

    Morreu em 1992, aos 77 anos, e deixou como legado as Osid, que funcionam no Largo de Roma.