Entre Nazaré e Itacaré, mais em Valença, mega mina de alumínio

    Até hoje se diz que o baixo sul é uma área onde não corre dinheiro, mas corre comida. Será que vão correr os dois?

    Imagem: reprodução/TV Band Bahia
    Imagem: reprodução/TV Band Bahia

     

    O geólogo João Cavalcanti (foto), tido como o mago da mineração na Bahia, anunciou ontem que descobriu uma mega reserva de alumínio entre Nazaré e Itacaré, ou seja, do sul do Recôncavo ao norte da região cacaueira, passando por todo o baixo sul.

    Segundo ele, a concentração é maior entre Nazaré e Valença, mas no conjunto, a reserva é respeitável: conforme as estimativas iniciais, algo que oscila entre 500 milhões a 1 bilhão de toneladas. Uma equipe de geólogos está na área fazendo estudos.

    Na cara

    Cavalcanti diz que a descoberta foi por mero acaso. Transitando pela BA-001, que interconecta Nazaré a Ilhéus, passando pelo baixo sul (Valença, Taperoá, Nilo Peçanha, Cairu, Ituberá, Igrapiúna, Camamu e Maraú), observou que nos cortes da estrada havia algo muito parecido com bauxita.

    — Ora, bauxita é alumínio. Mandei estudar, e bingo! É bauxita mesmo.

    Ele afirma que pelas circunstâncias da região, a jazida é algo como uma galinha dos ovo de ouro:

    — Fica entre o Porto Sul, em Ilhéus, e o Porto de Aratu, em Salvador. A área é altamente antropiziada (muito mexida por humanos), grande parte é de pastos. E de quebra, a rede de alta tensão passa bem em cima, o que significa facilidade com a energia.

    Até hoje se diz que o baixo sul é uma área onde não corre dinheiro, mas corre comida (por causa dos manguezais). Será que vão correr os dois?