Óleo nas praias, uma desgraça que veio infernizar nossa paz à beira mar

    Somando tudo de todos, já se chega a 6 mil toneladas de óleo recolhido; um navio petroleiro transporta 420 mil toneladas...

    Foto: Adema/Governo de Sergipe
    Foto: Adema/Governo de Sergipe

     

    Só dois fatos fundamentalmente conectados são absolutamente certos sobre a tragédia do petróleo que emporcalha os nossos mares: não se sabe a origem do óleo e nem a vastidão do estrago.

    Marcus Cavalcanti, secretário de Infraestrutura do Estado, cita um fato pertinente: ‘Se esse óleo estivesse aparecendo na praia de Copacabana, seria o maior alarido’.

    Perfeito. O fato ganha o noticiário nacional, mas sem a real dimensão que requer, uma pancada tão violenta que em alguns casos, segundo biólogos, nos recifes de corais e manguezais, a recuperação vai levar duas décadas e meia.

    Sem redes

    O deputado Alex Lima (PSB), que é de Esplanada e acompanha o baque no litoral norte, diz que a proteção dos manguezais seria possível com a colocação de um tipo de rede.

    — Mas dizem que essas redes são caras. E não tem dinheiro para isso.

    Luiz Carreira, o chefe da Casa Civil de ACM Neto que coordena a retirada do óleo em Salvador, se diz assustado com o tamanho do desastre.

    — Sem dúvida é a maior catástrofe ambiental que o do nosso mar em toda a história.

    Segundo ele, agrava a situação a incerteza sobre o que se passa no mar. A Marinha diz que já retirou 900 toneladas. Somando tudo de todos, chega-se a 6 mil. E um petroleiro desse transporta 420 mil toneladas.

    — É um horror.

    Bota horror nisso.