E o óleo da maldição vem da banda podre do petróleo? Parece que sim

    Também no petróleo existe um comércio ilegal, que grandes potências como EUA e China sabem e convivem porque convém ao grande capital

    Foto: Bruno Concha/Secom PMS
    Foto: Bruno Concha/Secom PMS

     

    Será que a origem do óleo é tão misteriosa assim ou a verdade só não foi estampada porque a vítima é o Nordeste?

    Um especialista em coisas do petróleo, traquejado pela vivência no ramo, conta algumas histórias que nos deixam de orelha em pé.

    Por exemplo: também no petróleo existe um comércio ilegal, que grandes potências como EUA e China sabem e convivem porque convém ao grande capital. Clareando, não mexem porque isso significaria bulir nos preços internacionais.

    E é aí que entra a suspeita principal do nosso interlocutor: tal comércio muitas das vezes é feito por navios velhos, sem seguro, sem nada. E se houver um naufrágio, tudo também fica na ilegalidade.

    Lado obscuro

    É certo que o petróleo que causa essa tragédia é venezuelano, mas o acidente que o trouxe para cá, não. Até porque, se assim o fosse, Donald Trump, dos EUA, e cia., aí sim, não perdoariam. Agregue-se a isso o fato de que o governo Bolsonaro, mais uma vez, agiu pelo lado ideológico, com a sua aversão ao Nordeste, e bateu fofo. O apoio inicial foi pífio.

    Surpreende é que nesse lado da questão, o do tráfico ilegal de petróleo, a mídia não toca. Fica a vastidão do desastre com esse lado obscuro. É porque é difícil achar os culpados. E aí entra o que diz Marcus Cavalcanti, o secretário da Infraestrutura: se o estrago fosse em Copabacana, a história teria outros capítulos.

    Instituições como Ministério Público e Corpo de Bombeiros, e órgãos públicos estaduais, reuniram-se ontem na Assembleia para discutir o caso. A perplexidade sobre as incertezas do caso é geral.