Assessores lotados no Planalto coordenam ‘milícia virtual’, diz Frota em CPI

    Ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro, o deputado tucano disse também que tem recebido ameaças de morte nas redes sociais

    Reprodução: Instagram/ Arquivo Pessoal

    Em depoimento na CPI das Fake News nesta quarta-feira (30), o deputado federal Alexandre Frota (PSDB), ex-aliado do presidente Jair Bolsonaro, disse que tem sofrido ameaças de morte nas redes sociais e acusou três assessores lotados no Palácio do Planalto de coordenaram uma “milícia virtual”, junto com o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente.

    São eles: Tercio Arnaud Tomaz, José Matheus Sales Gomes e Mateus Matos Diniz.

    “Eu sou a maior testemunha. Fui almoçar com o presidente no Palácio e os três – Mateus, Tercio, o outro Mateus – estavam com Carlos na sala do presidente. Eles saíram assim que eu cheguei. Podem confirmar a minha entrada e almoço com o presidente. Ele [Bolsonaro] havia dito que o filho não frequentava o Palácio, e diversas vezes que fui lá ele estava”, relatou.

    O parlamentar também destacou que o presidente “nada fez” em relação a um “linchamento” contra o vice-presidente Hamilton Mourão.

    “Seus filhos, seus comandados e todos aqueles que trabalham nessa rede podre atacaram o Mourão”, afirmou Frota, ex-correligionário de Bolsonaro.

    O deputado relembrou temas que dominaram a campanha eleitoral, especificamente acusações feitas contra o então candidato Fernando Haddad (PT).

    “Sobre a mamadeira de piroca, já notaram que os bolsonaristas não falam mais sobre isso?”, questionou o tucano.