A bancada do PT na Câmara divulgou nota de repúdio contra a ação judicial movida pelo prefeito ACM Neto (DEM) contra o deputado estadual Robinson Almeida (PT), condenado à prisão em regime aberto e ao pagamento de indenização.
Os parlamentares consideraram a atitude de Neto uma “tentativa de cerceamento de liberdade de opinião”. Almeida havia criticado a destinação a R$ 2,8 milhões para a ONG Parque Social e Empreendedorismo Social, presidida por Maria do Rosário Magalhães, mãe de Neto.
“É prática carlista, histórica, perseguir seus opositores e cercear o debate público, plural, sobre a cidade e o Estado, sempre que estão no poder. A Bahia viveu por décadas sob esse tipo de censura, em que o debate público sobre as prioridades de investimento e também de gestão da administração pública era silenciada, os opositores do carlismo perseguidos e cerceados”, afirma trecho da nota subscrita pelos deputados Afonso Florence, Jorge Solla, Joseildo Ramos, Nelson Pelegrino, Valmir Assunção e Waldenor Pereira.
Leia íntegra da nota:
A Bancada do PT na Câmara dos Deputados se solidariza com o deputado estadual Robinson Almeida, e vítima de uma tentativa de cerceamento de liberdade de opinião pelo prefeito da capital baiana, ACM Neto, que moveu uma ação judicial contra o parlamentar por criticar a inversão de prioridades da gestão carlista, que destinou em 2018 R$ 2,8 milhões para a ONG Parque Social e Empreendedorismo Social, presidida pela mãe de ACM Neto, Maria do Rosário Magalhães.
É prática carlista, histórica, perseguir seus opositores e cercear o debate público, plural, sobre a cidade e o Estado, sempre que estão no poder. A Bahia viveu por décadas sob esse tipo de censura, em que o debate público sobre as prioridades de investimento e também de gestão da administração pública era silenciada, os opositores do carlismo perseguidos e cerceados.
O povo baiano derrotou essa prática do coronelismo, e, em breve, a população de Salvador também derrotará aqueles que têm no DNA, como prática corriqueira, a cultura da censura, da perseguição e do autoritarismo.
Repudiamos essa iniciativa, portanto, do prefeito ACM Neto, que se assemelha, não por acaso, as decisões de seu principal aliado, o presidente Jair Bolsonaro, que também tem como costume tentar intimidar, censurar e silenciar o debate público sobre o destino do país. Salvador, a Bahia e o Brasil vão derrotar esses que não tem apreço à divergência de ideias, a pluralidade de opiniões, atuam como censores e cultuam o autoritarismo como prática civilizatória.
Confiamos que esta decisão, de primeira instância, será revista nas instâncias superiores.
Afonso Florence
Jorge Solla
Joseildo Ramos
Nelson Pelegrino
Valmir Assunção
Waldenor Pereira
Zé Neto

