Toinho vai ver agora se o óleo chegou no fundo

    "Só agora os barcos vão ao mar, mas eu particularmente não acredito em problemas"

    Antônio Silva Azevedo, o Toinho do Camarão, 62 anos de idade, há 47 anos ininterruptamente no mar pescando camarão, dono de barcos e de um frigorífico em Valença, diz que só agora terá condições de saber se o desastre do óleo atingiu o crustáceo. Por um detalhe. O período do defeso terminou ontem, e quando começou, em 15 de setembro, o problema ainda não havia chegado à costa baiana:

    – Só agora os barcos vão ao mar, mas eu particularmente não acredito em problemas.

    O óleo navega abaixo da superfície e bate na praia, mas o camarão é apanhado no fundo do mar, na lama, a três ou quatro quilômetros da praia, a profundidades de dez metros ou mais. Não parece ter muita lógica.