AI-5, a última dos Bolsonaro. Era só o que faltava na pauta

    Para quem age como os Bolsonaro, só mesmo a ditadura. Com AI-5, claro

     

    Por mais que se tente evitar o contágio pela enxurrada de energias negativas que emanam do Planalto, com Bolsonaro e filhos à frente, não se consegue. E eis que agora entra em cena o deputado Eduardo Bolsonaro, dizendo que, se preciso, recorreria a reedição do AI-5, o mais violento dos atos da ditadura militar contra os preceitos democráticos. Era só o que faltava.

    Ele se desculpou, o pai o desautorizou, mas o histórico da era Bolsonaro no poder indica que o caso é sério. Afinal, o próprio presidente faz apologia a ditadores como o chileno Augusto Pinochet e também a torturadores do regime militar.

    Sem traquejo

    Ademais, chegou ao poder pela via democrática, o voto, assim como o filho Eduardo evoca os seus 1.843.735 votos obtidos em São Paulo, um recorde histórico, mas nada demonstram de traquejo no jogo político democrático.

    Muito pelo contrário, enxota aliados de campanha com disparos verbais e pelas redes dignos dos mais clássicos embates com inimigos. Gustavo Bebiano, o ministro da Casa Civil, foi o primeiro a cair em desgraça. Depois veio João Dória, governador de São Paulo, e aí desembestou, com a deputada Joice Hasselmann no bojo da briga interna com o próprio partido, o PSL, até culminar agora com Wilson Witzel, do Rio de Janeiro.

    Se trata os aliados assim, imagine os adversários. Para quem assim age, só mesmo a ditadura. Com AI-5, claro.