Em Valença, o óleo esvazia churrascarias

    Pescadores sem dinheiro para comer carne...

    Cidades vizinhas, Santo Antônio de Jesus e Valença têm populações equivalentes (100 mil habitantes). A primeira tem 20 mil empregados com carteira assinada. A segunda, 10 mil.

    A diferença, dizem lá, é que em Valença grande parte da população vive da pesca.

    Como pescador gosta muito mais de carne do que de peixe, e vive dias ruins por causa do óleo, se vive lá uma situação única: churrascarias quase vazias.

    Debate na Seagri

    Segundo o Ministério da Agricultura, a Bahia tem 43.200 pescadores. É só isso? Claro que não. Para além dos não registrados, ainda há as marisqueiras, outro número grande. E, mesmo assim, o governo liberou o defeso para 60 mil pessoas em todo o Nordeste.

    Raimundo Costa (PL), deputado federal e presidente da Federação Bahiana da Pesca, vai reunir terça (9h), na Secretaria da Agricultura, um técnico do INSS, que fará palestra sobre o defeso; mais Ibama; Inema, Capitania dos Portos; II Distrito Naval; MPF e todo o aparato institucional para discutir o estrago do óleo na Bahia. O consenso geral dita que é o maior desastre ambiental da história do Brasil. Os pescadores são as primeiras vítimas.