Nomeação de presidente da Fundação Palmares é suspensa pela Justiça

    Ségio Camargo causou polêmica ao dizer que Brasil tem "racismo nutella" e que "racismo real existe" nos EUA

    Foto: Reprodução/Facebook

    A nomeação de Sérgio Camargo para a presidência da Fundação Palmares foi suspensa nesta quarta-feira (4), após a Justiça acatar uma ação civil popular de autoria do advogado Helio de Sousa Costa.

    A decisão de barrar a nomeação partiu do juiz Emanuel José Matias Guerra, da 18ª Vara Federal do Ceará. “Em face do todo o exposto acolho, em juízo de cognição sumária, típica à espécie, os argumentos trazidos pela parte autora, razão pela qual suspendo os efeitos do Ato 2.377, de 27 de novembro de 2019, da lavra do Ministro-Chefe da Casa Civil tornando sem efeito a nomeação do senhor Sérgio Nascimento de Camargo para o cargo de Presidente da Fundação Cultural Palmares”, registra a decisão.

    À coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, o autor da ação disse que acionou a Justiça devido as declarações feitas por Sérgio Camargo. “Ele não pode estar à frente de uma instituição que foi criada para combater o racismo estrutural do nosso país”, afirmou.

    Em seu perfil no Facebook, Camargo se define como “Negro de direita, contrário ao vitimismo e ao politicamente correto”, e já chegou a declarar que o Brasil tem “racismo nutella” e que “racismo real existe nos EUA”.