Publicitário relata ‘descaso e insegurança’ após acidente em parque de trampolins

    Leonardo Rossi, 42, diz ter fraturado três vértebras numa piscina de espumas sem dispositivo de proteção: "Não houve primeiros socorros. Precisei do Samu"

    Foto: Reprodução/Big Jum/facebook

    Um frequentador do parque de trampolins Big Jump, localizado na avenida Orlando Gomes, em Salvador, usou as redes sociais para relatar que foi tratado com descaso após sofrer um acidente no local.

    Ao bahia.ba, o publicitário Leonardo Rossi, 42, contou que fraturou três vértebras ao pular numa piscina de espumas cujo fundo não contava com um dispositivo de proteção. O episódio ocorreu no último dia 8, durante a comemoração do aniversário de uma sobrinha.

    “Eu pulei na piscina e lá mesmo fiquei. Bati as costas no fundo. Tentei levantar, mas a dor era tão intensa que não consegui. Precisou que outras pessoas, também frequentadoras, me tirassem carregado”, relembra.

    Segundo o publicitário, como o parque não dispunha de nenhum profissional de primeiros socorros, foi preciso acionar uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento móvel de Urgência) para atendê-lo.

    “Para você ter noção do descaso, até que o socorro chegasse, não havia nem mesmo equipamentos como maca, colete cervical. Só após a chegada do Samu, com equipamento deles, é que esses cuidados foram tomados. Enquanto isso, meu filhos estavam chorando, assustados ao me verem naquela situação”, afirma Rossi, pai de trigêmeos de 10 anos.

    “O acidente poderia ter sido evitado caso não tivessem retirado a tal proteção no fundo da piscina. E só fiquei sabendo disso porque uma das duas funcionárias que estavam lá acabou entregando essa informação sem querer. Quando falou isso, a outra funcionária ficou branca, já que havia muita gente diante de minha situação.”

    Após receber atendimento médico num hospital particular, o publicitário diz ter se submetido a uma ressonância magnética. O resultado do exame, segundo ele, pôs fim aos planos de fim de ano da família. Como fraturou três vértebras, não poderá mais viajar com a esposa e os filhos.

    “Terei que passar a maior parte do tempo deitado, em casa. Eu havia planejado tudo para passar as férias com meus filhos, incluindo viagem etc”, lamenta.

    Passadas mais de duas semanas do acidente, Rossi diz não ter recebido nem sequer um telefonema da empresa. “Fiz uma publicação no meu Instagram e marquei o perfil do Big Jump. Ainda assim, não obtive nenhum retorno. Sem falar que, no meu círculo de amizade, soube que duas pessoas passaram por problema semelhante. Uma delas, a filha de um amigo, fraturou o pé. Ou seja, precisará acontecer coisa pior para que um espaço desse tome uma providência em relação à segurança? Como uma empresa dessa consegue autorização para atuar”, questiona.

    A reportagem tentou contatar a Big Jump por meio de suas redes sociais, mas não obteve retorno até a publicação do texto.

    Em caso de eventual resposta, a nota será atualizada.