Criador do 150BPM critica Anitta por uso indevido da marca: ‘Igual fez com a Ludmilla’

    O produtor musical Polyvox entrou com um processo contra a Ambev e a KondZilla por conta da bebida Skol Beats 150BPM

    Foto: Instagram/ Arquivo Pessoal

    O DJ Polyvox se pronunciou sobre o processo que move contra a Ambev, Kondzilla e Anitta, que tramita na Comarca de São Paulo, pelo uso impróprio do termo 150BPM, ritmo de funk desenvolvido por ele.

    Em uma carta aberta divulgada nas redes sociais, o jovem produtor musical, explica que não deu autorização para a empresa utilizar o termo na nova bebida, ‘Skol Beats 150BPM’, primeiro produto de Anitta como head de criatividade e inovação da marca.

    “Alguns anos atrás fui o criador do movimento 150 BPM. Ouvia meu filho bater incansavelmente numa garrafa e entendi que aquilo poderia virar música! Captei aquele ritmo, descobri o compasso e mixei com outros instrumentos e saiu o primeiro funk com 150 batidas por minuto. Foi um sucesso e fiquei conhecido pela minha criação. Até tatuei 150 no braço”

    No texto, Polyvox conta que foi procurado por Kondzilla para falar sobre o o termo, mas não tinha conhecimento de que aquilo seria usado como um comercial publicitário. “O caso é que a Anitta e a Ambev criaram um produto novo com o nome do ritmo”, lamentou.

    O DJ ainda comparou a situação com o que aconteceu com Ludmilla em ‘Onda Diferente’.

    “Ela diz que a autoria do produto como um todo é dela. Como pode ser dela se eu criei o movimento? Igual fez com a Ludmilla. Não quero de forma alguma crescer ou me promover em cima da fama de alguém! Me usaram e me excluíram de tudo. Acha que não gostaria de ser sócio de um produto da maior empresa da América Latina?”.

    Na decisão mais recente, divulgada no sábado (21), o desembargador Nathan Zelinschi de Arruda, determinou que a marca 150BPM está diretamente vinculada ao DJ, e por não ter autorização, toda publicidade da bebida deve ser retirada do ar. “Infelizmente o favelado aqui ganhou voz e não só dou fé em cada palavra desse texto como também tenho como provar. A favela agora pede justiça. Só porque sou negro, favelado e analfabeto não significa que eu seja burro”, disse Polyvox.


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