CPMI das Fake News quer pena mais dura para notícias falsas sobre saúde

    Colegiado presidido pelo senador baiano Angelo Coronel diz que preocupação foi reforçada diante da propagação do coronavírus

    Senador Angelo Coronel, presidente da CPMI das Fake News (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

    A CPMI das Fake News, presidida pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA), vai incluir em seu relatório um trecho específico sobre a disseminação de notícias falsas ligadas a questões de saúde pública. A informação é da coluna Painel, da Folha de S. Paulo.

    Segundo o jornal, técnicos que auxiliam no parecer elaboram recomendações para prever novas penas ou agravar a punição de quem divulga dados mentirosos da área. Estudos que mostram relação da desinformação sobre vacinas com aumento de casos de sarampo no Brasil inseriram o assunto na comissão. E a propagação do coronavírus reforçou a preocupação.

    De acordo com a publicação, ainda não foi definido como isso vai se dar do ponto de vista jurídico, quais dispositivos podem ser utilizados. Uma das dificuldades dos técnicos é encontrar o limite entre a liberdade de expressão e o crime de fato.

    Há requerimentos de convites na CPMI das Fake News para ouvir o médico Drauzio Varella, colunista da Folha, e representantes do Ministério da Saúde e das Nações Unidas. O objetivo é intensificar a discussão e chegar a meios concretos de tratar as notícias falsas sobre saúde.