Alex Lima, em dia de azar: um miliciano do Rio lhe caiu no colo

    Adriano Magalhães da Nóbrega, suspeito de envolvimento na morte de Marielle, morreu em confronto policial no sítio de um irmão do deputado, em Esplanada

    Foto: Luiza Lopes/bahia.ba
    Foto: Luiza Lopes/bahia.ba

     

    O deputado Alex Lima (PSB), natural de Esplanada, que tem suas bases no Litoral Norte, viveu ontem um dia de cão com um daqueles pepinos gigantes que lhe caiu no colo: Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão da PM do Rio, miliciano, suspeito de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco, morreu em confronto com a polícia no sítio de um irmão dele, em Esplanada.

    Temperando a história, o irmão, o vereador Gilsinho de Dedé, se elegeu vereador em 2016 pelo PSL, que na época era controlado na Bahia pelo então presidente da Assembleia, hoje deputado federal, Marcelo Nilo (PSB), que caiu fora assim que Bolsonaro entrou. Mas, na versão das redes, a conexão foi feita: Gilsinho do PSL, miliciano carioca, Marielle Franco, Bolsonaro.

    Nas redes

    O deputado Alex Lima ontem distribuiu nota e afirmava para quem encontrava e falava do caso:

    — Tudo o que eu quero é que a polícia apure o caso com o máximo rigor e o mais rápido possível.

    Diz que quer se livrar do fardo que lhe pesa sobre os ombros, não em Esplanada e no Litoral Norte, mas nas redes.

    — Aqui, as pessoas nos conhecem. Mas, nas redes sociais, enquanto a polícia não explicar o caso, eu pago caro.

    O vereador Gilsinho também se defende:

    — Não conheço, não sei quem é. E não tenho nenhuma afinidade com Bolsonaro. Sou aliado de Rui Costa e votei em Fernando Haddad.