A ZPE de Ilhéus está no gatilho. Só espera o corona sair da frente

    O corona afugentou os chineses, e o governo adiou para agora em março a licitação da Fiol no trecho entre Ilhéus e Caetité

    Imagem ilustrativa: governo da Bahia
    Imagem ilustrativa: governo da Bahia

     

    Está no gatilho o disparo do projeto que promete redimir Ilhéus após a tragédia da vassoura de bruxa no cacau e também carimbar a reconfiguração da economia baiana: a Zona de Processamento de Exportação, ou ZPE.

    Tudo pronto. E o que falta? Simples: o governo federal licitar o trecho da Fiol entre Ilhéus e Caetité, que está 75% construído e com obras em andamento, embora a passo de cágado. Aliás, isso deveria ter acontecido em janeiro, mas o corona afugentou os chineses, e o governo adiou para agora em março. Será?

    Extensão a Barreiras

    Corona à parte, o fato é que interessados não faltam. É o inverso, segundo Otávio Pimentel, empresário, ex-prefeito de Lauro de Freitas, o piloto da ZPE de Ilhéus. E por motivos óbvios.

    ZPE é um distrito industrial incentivado, as empresas nele localizadas operam com incentivos federais com a condição de destinarem pelo menos 80% de sua produção de bens e serviços para o mercado externo.

    Na projeção da ZPE, todos os setores produtivos da Bahia, do mineral ao artesanal, estarão conectados. Desaguarão lá, na boca do Porto Sul. E por tudo, os empresários interessados na Fiol acham que o trecho até Caetité é pouco, deveria ir até Barreiras, por uma razão elementar: tem carga garantida de ida e volta. Ou seja: traz grãos, e leva combustíveis, fertilizantes e afins. Eles estão brigando por isso.