Itabuna terá ofensiva contra Aedes aegypti

    Municipio será o primeiro do Brasil a tester nova técnica de borrifamento de inseticida para combater o mosquito

    Mosquito Aedes (Foto Reprodução Wikipedia)
    Fabio Vilas-Boas em visita ao QG da Dengue (Foto: Secom)
    Fabio Vilas-Boas em visita ao QG da Dengue (Foto: Secom)

    O secretário estadual de saúde, Fábio Vilas-Boas, anunciou na manhã deste sábado (5), em visita a Itabuna, que o município será o primeiro do Brasil a usar inseticida residual intradomiciliar no combate ao mosquito Aedes Aegypti. Já na próxima semana serão disponibilizados 92 borrifadores para a Secretaria Municipal de Saúde. O produto combate o aedes num período de 12 meses e vai ser aplicado em domicílios nas áreas com maior incidência de focos.

    Em visita ao QG da Dengue, implantado pela Prefeitura de Itabuna, em parceria com a Sesab e que abriga uma unidade de atendimento a pacientes necessitados de internação e com suspeita de dengue, zika vírus e chikungunya, o secretário destacou também que haverão serviços de limpeza da calha e das bordas e a retirada de baronesas do Rio Cachoeira, que corta a cidade, reduzindo os focos do mosquito.

    Ilhéus – Em Ilhéus, o secretário visitou o Pronto Atendimento da Dengue que funciona no Centro Municipal de Atendimento Especializado (Cemae) e conta com cinco médicos, cinco enfermeiras, seis técnicos de enfermagem/coletores e um técnico de enfermagem capacitado para coleta de isolamento viral.

    Villas-Boas enfatizou que as ações em Ilhéus e Itabuna buscam combater os focos do Aedes aegypti, evitando a proliferação das larvas, além de fortalecer as campanhas de conscientização. “A participação da população no combate aos focos em casa e no ambiente de trabalho é fundamental nessa guerra contra o mosquito, que é o inimigo número um do planeta”.

    De acordo com informações da Sesab, em Itabuna, foram notificados, este ano, de 1º de janeiro até o dia 3 deste mês, 11.487 casos de dengue, 6.068 de zika e 1.616 de chikungunya. Em Ilhéus, no mesmo período, ocorreram 1.537 casos de dengue, 703 de zika e 1.437 de chikungunya.