Zeca Pagodinho relembra período depressivo: ‘A pior parte é levantar da cama’

    O sambista revelou que o novo disco é uma tradução do momento em que vive, 'Mais Feliz', com o nascimento dos netos

    Foto: Arquivo Pessoal/Instagram

    Nem só de samba vive Zeca Pagodinho. Além é claro da cervejinha que é de lei, o cantor já passou por momentos difíceis após o estrelado.

    Em entrevista à VEJA RIO, o sambista abriu o jogo sobre sua luta contra a depressão. Em meio ao lançamento do disco, ‘Mais Feliz’, o artista confessou que se sente melhor hoje, mas teve momentos que não quis nem sair de casa.

    “Depressão braba. De tomar remédio e ficar tristão. Não saía de casa. A pior parte é levantar da cama, eu não queria levantar. Mas já parei com os remédios, estou bem agora”, disse.

    O cuidado do artista não se limita a saúde mental. Além da saúde física, Zeca faz de tudo para o bem-estar, prova disso são suas idas semanais ao salão de beleza.

    “Eu me interno duas vezes por ano. Faço tudo que é exame. Ninguém me aguenta mais no hospital. E, quando não estou no médico, estou no salão. Adoro fazer a unha. A Mônica até brinca, diz que eu faço uma unha por dia, porque todo dia eu vou ao salão. Tenho de ficar elegante. E quer saber os perfumes que eu uso? Olha que eu vou esculachar, hein? É Armani, Ermenegildo Zegna, Chanel…”, contou sobre a sua vaidade.

    A cerca dos comentários machistas pela dedicação a estética, Zeca foi direto: “A malandragem também faz unha! Eu me amarro em ficar com a mão bonitona. Vou deixar de ser homem porque coloco uma basezinha? E é alemã, tá? Não fala minha língua, não. Faço o pé também, porque eu gosto de andar de chinelo”.