Rui diz ser ‘impossível’ distribuição de merenda escolar durante crise do coronavírus

    Petista sugeriu que as famílias dos estudantes sejam atendidas com recurso pago emergencialmente pelo governo federal

    Foto: Matheus Morais/bahia.ba

    O governador Rui Costa (PT) disse nesta terça-feira (17) ser “impossível” a adoção de uma logística emergencial de distribuição de merenda escolar no período em que as aulas na rede estadual ficarão suspensas para o enfrentamento do novo coronavírus.

    Segundo Rui, uma das alternativas para suprir tal demanda em caráter emergencial seria a criação de algum aporte financeiro, pago pelo governo federal, às famílias dos estudantes.

    “O que seria possível é o governo federal eventualmente determinar que, temporariamente, se criar algum tipo de apoio financeiro a essas famílias, pelo menos às cadastradas dentro dos programas de baixa renda. Você criar um valor extra que dê a essas famílias o equivalente ao valor para comprar o lanche do menino todos os dias. Seria a logística mas viável a ser feita”, disse o governador.

    “De uma hora para outra, montar uma logística e entrar de casa em casa, entregando o lanche para o menino, não é possível isso”, acrescentou ele, ao criticar a centralização de recursos no governo federal.

    “Estou muito preocupado. Nós temos um modelo centralizador de recursos na União. Quase 70% de tudo que se arrecada no Brasil estão concentrados no governo federal. Então, numa crise dessa, o país é dependente de ações coordenadas no plano federal”, disse.

    “Quando quem está sentado na cadeira de presidente e não coordena as ações, as coisas se agravem.”

    As declarações do governador foram dadas durante inauguração da Central Integrada de Comando e Controle da Saúde do Estado da Bahia, unidade que também abrigará o Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), responsável pela coordenação das ações de combate à disseminação da Covid-19.

    Os dois equipamentos funcionarão no Centro Administrativo da Bahia (CAB).