Segundo Otto, ter ou não eleições este ano, vai depender do corona

    "Temos que esperar a evolução dos fatos. O vírus chegou de avião. E quando ele chegar no povão?"

    Foto: Agência Senado
    Foto: Agência Senado

     

    É mesmo possível adiar as eleições deste ano, como almejam alguns prefeitos?

    Com a ressalva de que nunca viu ou ouviu nenhuma conversa séria sobre o assunto, o senador Otto Alencar (PSD) pondera:

    — Temos que esperar a evolução dos fatos. O vírus chegou de avião. E quando ele chegar no povão? As medidas agora adotadas terão eficácia ou teremos aqueles dramáticos quadros de hospitais abarrotados e gente morrendo? Dependemos disso, ver no que vai dar, fazendo nossa parte, o isolamento, para tudo acabar menos mal.

    Impeachment

    Segundo Otto, num cenário mais dramático, indesejável, mas possível, nem que se queira manter o calendário eleitoral, será impossível:

    — Quem iria lá querer se candidatar assim?

    Otto diz que como complicador do caso, entra em cena um presidente completamente dissociado do que deve ser o rumo da briga contra o corona:

    — Ele é uma pessoa insegura, confusa, de reações absurdas. Em um ano e dois meses, demitiu cinco ministros e 36 pessoas de alto escalão. E só ouve os dois filhos, Carlos e Eduardo, que são iguais a ele.

    Otto diz que a forma como Bolsonaro se posicionou ante o corona pegou tão mal, que pela primeira vez se falou em impeachment, e até o senador Major Olímpio (PSLP-SP), bolsonarista top, disse que ‘só apoia Bolsonaro quem for alienado’.

    — Eu vi o Major Olímpio dizer: ‘Aquece, Mourão!’.