Enfim, a Justiça cogita adiar as eleições. Mas prorrogação, não

    Futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fala em adiar para dezembro

    Imagem: O Globo/reprodução
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    Dos 417 prefeitos baianos, 345 (82,75%) foram eleitos a primeira vez em 2016. Portanto, estão aptos a disputar a reeleição. Não de agora, mas desde o ano passado, em nome da coincidência das eleições (de presidente a vereador), gostariam de ver a prorrogação de mandatos, como aconteceu com os eleitos em 1982, quando não coincidiu.

    A ideia esbarra na falta de vontade política do Congresso e na reação ostensiva dos atores envolvidos em questões eleitorais (juízes inclusos) contra. Como 2020 é um ano atípico, com a pandemia do corona, os arautos da ideia se ensaiaram. Mas até agora sem sucesso.

    No TSE

    Pelo menos um fato novo apareceu. Ontem, o ministro Luis Barroso, do STF, que integra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a partir de maio será o presidente da corte, admitiu a possibilidade de adiar as eleições por causa da crise do corona, mas com a ressalva de que tal prorrogação seria de semanas.

    — A Constituição prevê a realização de eleições no primeiro domingo de outubro. A alteração dessa data depende de emenda constitucional. Portanto, não cabe a mim, como futuro presidente do TSE, cogitar nada diferente nesse momento.

    Barroso fala na possibilidade de realizar o pleito em dezembro, mas observa que se a crise não for superada até lá, será o caso de se pensar em alternativas. Com um detalhe: o calendário está mantido, mas o processo já está conturbado.