Alertas de desmatamento na Amazônia crescem mais de 50% no primeiro trimestre

    A análise de dados comparativos por trimestre evita distorções sazonais que possam ser causadas pela leitura dos satélites

    Foto: Divulgação/Ibama

    Os alertas de desmatamento na floresta amazônica aumentou no primeiro trimestre de 2020. Foram 51,45% a mais se comparado ao mesmo período do ano passado.

    Os dados do sistema Deter-B, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), informou que nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2020, foram emitido alertas para 796,09 km³ da Amazônia, enquanto nos mesmo meses do ano anterior foram 525,63 km². Essa pesquisa serve para embasar ações de fiscalização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    Os dados oficiais de desmatamento são do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), divulgados uma vez ao ano.

    A análise de dados comparativos por trimestre evita distorções sazonais que possam ser causadas pela leitura dos satélites, como a presença de nuvens de chuva, por exemplo.

    Segundo o coordenador de operações de fiscalização do Ibama, Hugo Loss, os sinais de devastação não desapareceram nem mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. “Aumentou, talvez na expectativa de que a fiscalização ambiental não tivesse o mesmo folego durante a esse processo de expansão do coronavírus e com isso os indígenas foram cada vez mais expostos a esses invasores”, afirma.