A guerra dos prefeitos agora é contra o transporte clandestino

    "Só eu aqui já apreendi oito vans", diz Eures Ribeiro, prefeito de Bom Jesus da Lapa e presidente da UPB

    Foto: assessoria/União dos Municípios da Bahia
    Foto: assessoria/União dos Municípios da Bahia

     

    A vida toda acostumado a dar no pé quando a coisa aperta, o nordestino ganhou uma angústia nova: viraram um perigo, e são caçados quando tentam driblar a fiscalização para voltar para casa tentando fugir do corona por lá, principalmente de São Paulo, o apanágio dos nordestinos e do vírus.

    Eis aí a questão do momento no sertão baiano segundo Eures Ribeiro (PSD), prefeito de Bom Jesus da Lapa e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB). Tal e qual os romeiros que, em tempos normais turbinam a economia, os conterrâneos amados viraram suspeitos.

    Alento federal

    Segundo Eures, o transporte regular está proibido, mas as pessoas chegam em vans que fazem o transporte clandestino. O momento da guerra é crucial, segundo ele.

    — Só eu aqui já apreendi oito vans. O xis do problema é que esse pessoal vem de áreas em que o corona já está bem espalhado, como São Paulo.

    Eures ressalva que esse é mais um do oceano de problemas que os prefeitos enfrentam. Até agora, enquanto o Congresso discute alguma ajuda aos estados e municípios, o governo federal deu um alento:

    — A crise se instalou, a arrecadação caiu, mas o governo manteve o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no mesmo nível do ano passado. Queríamos também a suspensão dos sequestros da Previdência. Não conseguimos.

    Ser prefeito parece bom, mas nem tanto.