MPF investiga circunstâncias da demissão de diretor do Ibama

    Câmaras do MPF acreditam haver indícios de que exoneração é resposta para grupos responsáveis pela exploração ilegal e predatória

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar as circunstâncias em que ocorreu a demissão de Olivaldi Alves Borges do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A exoneração, assinada pelo ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente), foi publicada na última terça-feira (14).

    De acordo com o MPF, a saída de Olivaldi aconteceu em meio a uma megaoperação de combate ao desmatamento e a garimpos ilegais em terras indígenas. A fiscalização encontrou invasores e destruiu maquinários pesados que eram usados na destruição da floresta dentro das áreas indígenas.

    As Câmaras de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural e de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF acreditam haver indícios de que o afastamento do diretor é resposta à insatisfação dos grupos responsáveis pela exploração ilegal e predatória dos recursos naturais. A exoneração aconteceu dois dias após a megaoperação contra garimpos e madeireiras ilegais no interior do Pará, nas áreas das terras indígenas Apyterewa, Arawaté e Trincheira Bacajá.

    Durante a ação, fiscais do Ibama encontraram garimpos ilegais, serrarias funcionando no meio da mata, armas e munições não legalizadas e animais silvestres em sacolas. Os fiscais queimaram as estruturas dos garimpos e as máquinas usadas para extração ilegal.