Bolsonaro não está numa ditadura, mas que sonha com isso, parece

    Já pensou Bolsonaro ditador? Que horror...

    Foto: Isac Nobrega/PR
    Foto: Isac Nobrega/PR

     

    Bolsonaro conseguiu um feito, se não inédito, com certeza raro na história da República: uniu toda a representação institucional do país, dos políticos e de outros poderes, contra ele mesmo.

    Como sempre, mandou o isolamento às favas, e foi para uma aglomeração justamente de simpatizantes que pediam a volta da ditadura militar. E deu apoio ao pessoal.

    Veja você: um presidente democraticamente eleito numa manifestação que prega o fechamento do STF e do Congresso. Extrapolou. Éle é desajustado, sem a exata noção do cargo que ocupa ou é um líder da extrema direita que está tentando se eternizar?

    Bebiano

    Com menos de um ano e quatro meses, já demitiu seis ministros. O primeiro, Gustavo Bebiano, da Secretaria de Governo, amigo da primeira hora, coordenador de campanha, foi rifado da pasta em 19 de fevereiro, pouco mais de um mês após a posse, pelo filho de Bolsonaro, Carlos, vereador no Rio. Em 14 de março, menos de um mês depois, morreu de infarto.

    Em Brasília, o caso é sempre evocado como exemplo maior da falta de senso de gratidão de Bolsonaro, que também chutou Wilson Witzel (PSC), eleito com ele governador do Rio, e explodiu o PSL que o elegeu.

    Como esse perfil, o de enxotar até quem trabalhou pra elegê-lo, como ele vai arranjar votos para ele reeleger? Ou ele está usando as liberdades democráticas para tentar sufocar a democracia? Ainda bem que a reação contra foi pesada.

    Já pensou Bolsonaro ditador? Que horror…