Partido de Jair Bolsonaro apoiou ato antidemocrático do último domingo

    Segundo vice-presidente do Aliança pelo Brasil afirmou que auxiliou na interlocução entre lideranças de grupos e movimentos de direita

    Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

    O ato antidemocrático do último domingo (3), contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, foi apoiado pelo partido do presidente da República, Jair Bolsonaro. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo. Embora não esteja filiado a nenhum partido, Bolsonaro tenta viabilizar o Aliança para os próximos pleitos.

    O segundo vice-presidente do Aliança pelo Brasil, o empresário Luís Felipe Belmonte, afirmou à publicação que auxiliou a interlocução entre apoiadores de Bolsonaro em todo o país. O partido foi ponte entre lideranças de grupos e movimentos de direita. Belmonte alega que foi procurado pelas lideranças para cumprir esse papel.

    No escalão do partido, Belmonte está atrás apenas de Bolsonaro, que é presidente do partido, e do senador Flávio Bolsonaro, filiado ao Republicanos, mas vice-presidente da legenda.

    “Eu botei as pessoas em contato. Tinha pessoal de um tipo de movimento, outro tipo de movimento. Eu botei eles em contato e falei ‘vocês combinem e vocês façam a organização disso aí’. Foi isso aí que eu fiz”, disse Belmonte ao Estadão.

    O empresário afirmou também que não colocou dinheiro no evento, apenas ajudou como cidadão. Por outro lado, Belmonte orientou para o que deveria conter na manifestação: apoio a Bolsonaro e o que mais fosse de competência de cada Poder, não um “fora Maia” ou “fora Congresso”.

    Segundo a publicação, o militar reformado Winston Lima reivindica a mobilização do ato de domingo. Também teria sido dele a ideia de mobilizar os bolsonaristas duas semanas antes do ato, e alega não ter havido qualquer apoio financeiro de partidos políticos. Os recursos teriam sido obtidos por meio de vaquinha de apoiadores.

    De acordo com o Estadão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) também tem relação estreita com os organizadores do ato inconstitucional. Sua presença estava confirmada em um dos carros de som utilizados, mas ele acabou não aparecendo.

    A assessoria do deputado não se pronunciou sobre o caso. Um dos líderes do ato chegou a dizer a um interlocutor que Eduardo tinha ficado receoso de aparecer, pra não ser associado ao movimento.