Sem citar Bolsonaro, Toffoli diz que ‘poder que não é plural, é violência’

    Presidente do STF condenou violência sofrida por jornalistas no último domingo

    Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli afirmou, nesta quarta-feira (6), que a discordância quanto às decisões do STF deve ser manifestada por meio de recursos legais, não com agressões direcionadas à corte.

    Sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Toffoli ressaltou que meios previstos na legislação são a maneira correta de ir de encontro ao que decide o STF, “jamais por meio de agressões ou de ameaça a esta instituição centenária ou a qualquer de seus ministros”.

    Bolsonaro chegou a dizer, na semana passada, que não “engoliu” a decisão do ministro Alexandre de Moraes – que barrou a indicação de Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal. De acordo com o chefe do Executivo, o ministro lhe desautorizou “com uma canetada”. Depois disso, os ministros saíram em defesa de Moraes, que teve a decisão mantida.

    Toffoli afirmou, hoje, que “o poder que não é plural, é violência”, ainda sem fazer qualquer referência direta ao presidente da República. Na sessão, também condenou os ataques sofrido por jornalistas – agredidos por apoiadores de Bolsonaro, em Brasília, no último domingo (3).