STF dá prazo de 24 horas para PGR se manifestar sobre pedidos da AGU

    Órgão de defesa de Jair Bolsonaro pede que seja reconsiderada a necessidade de ceder a gravação da reunião ministerial do dia 22 de abri

    Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

    O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de 24 horas para o procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, se manifestar sobre os pedidos feitos pela Advocacia-Geral da União (AGU). O órgão de defesa de Jair Bolsonaro pede que seja reconsiderada a necessidade de ceder a gravação da reunião ministerial do dia 22 de abril.

    O encontro foi apontado pelo ex-ministro Sergio Moro como prova de que Bolsonaro ameaçou tirá-lo do cargo, caso não aceitasse trocar o comando da Polícia Federal. O ministro prestou depoimento à PF no último sábado (2), no âmbito do inquérito aberto, a pedido da PGR e autorizado pelo STF, para investigar as acusações feita por Moro.

    De acordo com o ex-ministro e ex-juiz federal, Bolsonaro pressionava para mudar a direção-geral da PF, movido por interesses políticos. Moro relatou ter sido pressionado também a mudar o superintendente da PF no Rio de Janeiro.

    O primeiro pedido da AGU alegou que a reunião tratou de assuntos reservados de Estado. Mas, de acordo com O Estado de S.Paulo, há preocupação do Planalto com registro do desentendimento entre os ministros Paulo Guedes (Economia) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) sobre os gastos públicos para incentivar a economia depois de passada a pandemia do novo coronavírus. Também teria havido críticas do ministro Abraham Weintraub (Educação) a membros do Supremo.

    O segundo pedido limitava o envio da gravação a trechos que sejam objetos do inquérito. Ou seja, a AGU tentou não ter de enviar a íntegra da gravação da reunião.

    O terceiro pedido foi feito nesta sexta-feira (8), com a solicitação de que fosse definido quem teria acesso às imagens, caso fosse entregue o registro na íntegra.