Juvenal Maynard prevê cenário muito ruim no pós-pandemia

    "Muita gente que sobreviverá vai preferir ter morrido. Teremos muitas mortes de vidas e de CNPJs a lamentar"

    Juvenal Maynard, ex-superintendente da Ceplac, executivo reconhecido, diz não querer dar uma de profeta do apocalipse, mas diz que o futuro que se vislumbra no pós-pandemia será triste se comparado com a vida de antes.

    — Muita gente que sobreviverá vai preferir ter morrido. Teremos muitas mortes de vidas e de CNPJs a lamentar.

    Se assim o é, a gênese do novo normal, expressão que permeia as mídias desde que a pandemia se instalou, está lá com os que passam boa parte da vida num avião. E vai desaguar no pós-pandemia, o que já estamos vivendo bem piorado.

    Possibilidades

    Juvenal faz também a ressalva de que no momento há dois cenários possíveis.

    1 — O governo e as prefeituras ganham a guerra e assistem ao declínio da Covid lá para julho ou agosto, como projetam, tudo que todos querem e esperam.

    2 — A Covid invadiu as favelas e o governo perdeu o controle. Cenário de pânico geral, o que ninguém quer.

    Juvenal lembra que é óbvio que cada cenário tem um peso, mas o primeiro é apenas menos pior. E só.

    — Se tudo correr bem, é bom lembrar que a economia não vai voltar como num passe de mágica, será algo lento, gradual.

    É, mas quando fez a simbólica entrega da LDO na Alba, via remota, o secretário Walter Pinheiro também apostou na tese do declínio da Covid em agosto. Oxalá dê certo.