2020, a campanha que o mau político pediu a Deus, segundo Sérgio Carneiro

    "Vão chamar os líderes mascarados e acertar o preço"

    Foto: Reinaldo Ferrigno/ Câmara dos Deputados
    Foto: Reinaldo Ferrigno/ Câmara dos Deputados

     

    O mundo político já dá como certo: neste ano teremos eleições, mesmo que em dezembro, com a campanha eleitoral, que tem vitamina os abraços e tapinhas nas costas, vai ter que ser a distância, segundo o ex-deputado Sérgio Carneiro, um paraíso para um sistema corrupto.

    — Vão chamar os líderes mascarados e acertar o preço. Antes, ainda iam nas comunidades, agora paga sem apertar a mão. É aí que os maus políticos, a maioria, vão surfar.

    Diz Sérgio que o cenário favorece muito aos que têm mandato e mais quem tem dinheiro. Ou também, aí mais no lado normal, líderes já consolidados

    Propostas

    Ele afirma que a lógica é simples.

    — Um prefeito numa cidade de médio porte tem 300 Redas. São 300 cabos eleitorais. E quem tem dinheiro já viu como é, não?

    É só perguntar quanto é que é, a frase que mais tem poder de mudar mentes e corações, dita a história.

    E brada que o Brasil não pode continuar refém de um modelo eleitoral que já se exauriu no seu sentido maior, o da representatividade popular, pela corrupção, a compra de votos incrustada na alma como cultura maligna.

    E qual a solução?

    — Quatro. Reduzir a cláusula de desempenho dos partidos; destinar o Fundo Eleitoral para os partidos e não a candidatos; instituir o voto em lista; e igualar as eleições federais e municipais com mandato de cinco anos.