Rede privada de saúde da capital baiana está no limite dos leitos de UTI

    Colapso em alguns hospitais particulares, ou seja, lotação das unidades de terapia intensiva, já é uma realidade em Salvador

    Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
    Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
    Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

     

    Diante de um quadro de colapso iminente da rede privada de saúde de Salvador, com cerca de 80% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) ocupados no tratamento de pacientes com quadros mais agressivos de Covid-19 e que necessitam de cuidados especiais, o Hospital da Bahia afirmou nesta quarta-feira (20), por meio de sua assessoria de comunicação, que já chegou ao limite e não recebe mais pacientes. O fato é que o colapso, ou seja, a lotação total  das unidades de terapia intensiva nos hospitais particulares, já é uma realidade na capital baiana.

    “O hospital não tem mais recebido pacientes regulados. Os 31 leitos de UTI para contaminados com Covid-19 estão esgotados. O hospital registra ocupação alta também nas UTIs para outras especialidades, como cardiológica, neurológica e geral”, diz a nota.

    Questionado pelo bahia.ba, o setor de comunicação social do Hospital Cardio Pulmonar informou que 27 pacientes estão internados na unidade com sintomas respiratórios, 12 em UTIs. São 19 casos suspeitos de Covid-19 e oito confirmados. Até o fechamento dessa nota, a reportagem não recebeu a resposta em relação ao número total de leitos, dado essencial para traçar um panorama de quantos hospitais já estão colapsados na capital baiana.

    Comprometimento dos leitos

    O prefeito ACM Neto vem alertando sobre essa possibilidade de colapso no sistema de saúde, tanto público, quanto privado. Na sexta-feira (15), o gestor apontou que Salvador tinha 48% dos leitos clínicos e 61% dos de UTIs dedicados a tratar pacientes com a covid-19 já preenchidos.

    Em apenas quatro dias esse índice saltou para 80% de comprometimento dos leitos. Hoje mais cedo, Neto salientou que não adianta quem tem convênio achar que está protegido, pois a rede pública já está acolhendo esses pacientes que não conseguem internamento em hospital particular.