Amigo de Doria e advogado da viúva de Gugu integraram grupo alvo do inquérito das fake news

    Formado por 30 pessoas, grupo de WhatsApp "Brasil 200 Empresarial" está sendo investigado por impulsionar vídeos de ataque ao Congresso e ao STF

    Foto: Allan White/ Fotos Públicas

    Além do núcleo bolsonarista, o grupo de empresários, alvo de operação do Supremo Tribunal (STF) sobre fake news, contava também com integrantes que hoje são críticos ao governo.

    Formado por 30 pessoas, o grupo de WhatsApp “Brasil 200 Empresarial” esta sendo investigado após o dono da Smart Fit, Edgard Corona, enviar mensagem dizendo que precisava dinheiro para investir em marketing e impulsionar vídeos de ataque ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

    Dois participantes do grupo foram expostos por acaso no despacho de Alexandre de Moraes (STF), quando foi divulgada a reprodução da tela com a mensagem de Corona. Foram Anderson Birman (Arezzo) e o médico Claudio Lottenberg, que foi cotado para substituir o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, mas questionou o uso da cloroquina. Eles dizem que foram incluídos e não interagiam.

    Também faziam parte do grupo Flávio Rocha (Riachuelo) e Sebastião Bomfim (Centauro), do circuito mais próximo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Mas até Washington Cinel, empresário ligado ao governador João Doria entrou. Rafael Furlanetti, sócio da XP, também estava lá, assim como Nelson Willians, advogado da viúva do Gugu, Rose Miriam.

    O grupo só teria sido extinto quando o conflito com o presidente da Câmara por causa da reforma tributária virou bate boca público. “Meu nome podia estar lá, mas eu não participava. Nem vi a mensagem”, disse Cinel à coluna Painel, da Folha de S.Paulo. “Era um grupo democrático que preza pela verdade, longe de apoiar fake news. Acredito que nem o Corona coaduna com aquilo, e que foi uma frase infeliz ou tirada de contexto. Me causou surpresa”, afirmou Wilians.