EUA convocam Guarda Nacional para conter protestos em Minneapolis

    País passa por uma sequência de manifestações, por vezes violentas, após homem negro ser morto por policial branco, em ação vista como ato de racismo

    Foto: Reprodução/Twitter

    Os EUA ativou toda a Guarda Nacional de Minnesota para conter os protestos que começaram após o policial branco, Derek Chauvin, matar George Floyd, homem negro, em ato considerado racista. Desde a Segunda Guerra Mundial, essa é a primeira vez que a tropa é acionada.

    O crime ocorreu em Minneapolis. Derek Chauvin se ajoelhou sobre o pescoço da vítima abordada, pressionando contra o chão. O rapaz morreu sufocado. Com isso, uma onda de protestos, por vezes violentos, começou na cidade e se espalhou por outras regiões norte-americanas.

    O governador de Minnesota, Tim Walz, disse que o destacamento era necessário porque participantes dos atos estavam usando os protestos pela morte de George Floyd para espalhar o caos e que ele esperava que as manifestações da noite de sábado (30) fossem as mais agressivas até agora.

    De Minneapolis a Nova York, Atlanta e Washington, manifestantes entraram em conflito com a polícia na noite de sexta-feira (29), em uma onda crescente de raiva em relação ao tratamento de minorias pela polícia. “Estamos sendo atacados”, disse Walz, em uma entrevista coletiva. “A ordem precisa ser restaurada. Vamos usar toda a nossa força da bondade e da Justiça para garantir que isso acabe”.

    Ele disse que acreditava que um grupo “rigidamente controlado” de agitadores de fora, alguns supremacistas brancos e cartéis de drogas eram culpados pela violência em Minneapolis, mas não entrou em detalhes ao ser questionado por repórteres. Ele afirmou que até 80% dos presos eram de fora do Estado.

    O general da Guarda Nacional de Minnesota, Jon Jensen, disse que todos os guardas do Estado foram ativados e que 2,5 mil deles seriam mobilizados até o meio-dia. “Significa que colocamos tudo que temos”.

    As manifestações entraram em sua quarta noite, apesar de promotores terem anunciado, na sexta-feira, que o policial filmado ajoelhando-se no pescoço de Floyd, Derek Chauvin, foi preso sob acusações de assassinato em terceiro grau e homicídio culposo.

    Outros três policiais foram demitidos e estão sendo investigados por conexão com o incidente de segunda-feira, que reacendeu a raiva que ativistas de direitos civis dizem que há muito tempo ferve em Minneapolis e cidades ao redor do país, por causa do preconceito racional do sistema judiciário criminal dos EUA.