Justiça nega liberdade a marqueteiro João Santana e mulher

    A decisão foi tomada pela 8ª Turma da Corte no dia em que o casal se calou durante depoimento à Polícia Federal

    Foto: Reprodução/ Agência Brasil
    Foto: Reprodução/ Agência Brasil

    O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou, nesta quinta-feira (10), um pedido de habeas corpus ao marqueteiro João Santana e sua mulher, Mônica Moura, presos preventivamente na 23ª fase da Operação Lava Jato, denominada “Acarajé”. De acordo com o relator do processo, o desembargador federal João Gebran Neto, a decisão foi tomada pela 8ª Turma da Corte no dia em que o casal se calou durante depoimento à Polícia Federal.

    Também nesta quinta, a defesa de Santana pediu que a investigação tenha supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF), e não mais do juiz Sérgio Moro, responsável por julgar os processos da operação. A alegação é de que as apurações envolvem serviços que ele prestou para duas campanhas eleitorais da presidente Dilma Rousseff, com participação do ministro Edinho Silva, tesoureiro da campanha de 2014; e também das senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Marta Suplicy (PMDB-SP), autoridades que só podem ser investigadas no STF.

    No pedido de liberdade, a defesa de Santana argumentou que o perfil do cliente é diferente dos demais investigados, já que ele “não é nem nunca foi operador de propina, não é político ou funcionário público e tampouco empresário com contratos com o poder público”.