Covid já faz entre nós sua história de dores e horrores

    Se tudo parasse hoje, como tem sido, a história já estaria confirmada

    Dizem que, após a pandemia, todo mundo terá um parente ou amigo que a Covid nos roubou, ou, no mínimo, um grande susto. Se tudo parasse hoje, como tem sido, a história já estaria confirmada.

    Entre nós, da comunicação, já temos amigos como Zé Eduardo, o Bocão, da Record e Rádio Metrópole; e Uziel Bueno, da Band TV.

    Na Assembleia, o bicho pegou mesmo. Em 14 de maio, uma copeira que servia no gabinete do presidente Nelson Leal (PP), que de lá comandava as sessões virtuais, sentiu-se mal. Nelson parou tudo e mandou testar todos os 30 funcionários que por lá passavam. O resultado é devastador: um morto, Cícero, da informática, entre os 20 que testaram positivo. Ele mandou testar outros 90 que, de alguma forma, tiveram contato com a Casa depois de fechada. Está na expectativa.

    Sem recesso

    Nelson Leal (DEM), que é médico, e Eduardo Salles (PP), testaram positivo. O prédio está lacrado de cabo a rabo. Não se vai nem no caixa eletrônico.

    Mas nem por isso ele pretende parar a Casa. Na sessão virtual de ontem de manhã, ele sugeriu aos colegas que nestes tempos de pandemia, uma situação de exceção, não cabe o recesso de junho, que deveria começar ontem e ir até o fim do mês.

    — Não tem o menor sentido ficarmos de braços cruzados numa situação dessa.

    Na sessão de ontem, 100% dos que se manifestaram foram a favor.