Aladilce cobra medidas para conter epidemia de dengue e chikungunya, em Salvador

    De acordo com dados enviados ao bahia.ba, pela Secretaria da Saúde do Estado, foram notificados 41.411 casos prováveis de dengue na Bahia

    Foto: Reginaldo Ipê/ bahia.ba

    Em alerta para a circulação do vírus da dengue tipo 2, com o qual boa parte da população nunca teve contato, a Bahia apresenta quadro epidêmico para a doença, em 2020. No ano passado foram registrados 67 mil casos prováveis da doença e 31 mortes. De acordo com dados enviados ao bahia.ba, pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), foram notificados 41.411 casos prováveis de Dengue na Bahia, em 2020, no período de 29/12/2019 a 16/05/2020. Salvador aparece nessa lista com 4625 casos.

    No mesmo período de 2019, em todo o estado, foram notificados 30.943 casos prováveis, o que representa um aumento de 33,8%. Ainda segundo a Sesab, esses números configuram uma epidemia de Dengue no estado.

    No total, 377 municípios realizaram notificação para a doença, sendo que 235 municípios destes apresentaram incidência, na comparação de 100 casos para 100 mil habitantes. Até o momento, há um óbito confirmado para dengue, em Vitória da Conquista. Essas informações foram atualizados no dia 21/05/2020.

    Segundo a vereadora e ouvidora da Câmara Municipal de Salvador, Aladilce Souza, a capital baiana não vive apenas uma pandemia de Covid-19. “A cidade está com outro sério problema de saúde pública: o aumento dos casos de chikungunya, dengue e zika em toda o município”, alerta.

    Aladilce afirma que em 2019, os casos dessas três doenças não passaram de 2.300, em Salvador. “Neste ano, os números saltaram para mais de 8 mil. Diferença absurda, não é? Estamos vivendo uma epidemia de chikungnya e dengue e um surto de zika, e o poder público deve tomar providências urgentes. E esse problema está afetando moradores de vários bairros”, afirmou.

    A vereadora destacou que vem constantemente cobrando maior investimento nas ações epidemiológicas e sanitárias. “E essas ações de combate são cruciais para reduzir o crescimento das doenças”, destacou.