Artistas cedem perfil na web para ativistas sociais falarem sobre racismo

    O ator Paulo Gustavo emprestou a conta por um mês para a filosofa Djamila Ribeiro

    Foto: Instagramm/ Arquivo Pessoal

    Não estranhe se entrar no perfil do ator Paulo Gustavo no Instagram e não encontrar ele por lá durante o mês de junho. O artista cedeu seu espaço na rede social para a escritora e ativista Djamila Ribeiro falar para os mais de 13 milhões de seguidores de Paulo sobre questões raciais.

    A novidade foi anunciada pelo próprio intérprete de Dona Herminia em seu perfil como uma ação para dar visibilidade e espaço ao movimento negro nas redes sociais.

    Em sua primeira postagem no perfil de Paulo Gustavo, Djamila fez uma breve apresentação do seu currículo e explicou os assuntos que irá abordar ao longo da sua jornada no perfil do ator, são eles relações raciais, racismo estrutural, lugar de fala e outros ligados ao movimento negro.

    “Sou mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo, autora de três livros: Lugar de Fala, Quem tem medo do Feminismo Negro? e Pequeno Manual Antirracista. Coordeno a Coleção Feminismos Plurais, que publica autoras e autores negros em livros didáticos e críticos. E também sou professora de jornalismo contra hegemônico na PUC-SP. Muito prazer!”.

    A ideia foi replicada por outros artistas, como Ingrid Guimarães que abriu espaço para o youtuber e colunista do GNT, Spartakus, falar sobre racismo e LGBTfobia, Lady Gaga nos Estados Unidos e a cantora teen norte-americana Selena Gomez também aderiram a campanha.


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    aqui é Djamila Ribeiro. Alguns de vocês normalmente me veem na página @djamilaribeiro1, mas nesse mês de junho também estarei aqui ocupando a página do queridíssimo Paulo Gustavo, o qual, numa ação histórica, cedeu sua página para que eu estivesse aqui conversando com vocês. . Às pessoas que não me conhecem, peço licença aqui me apresentar. Sou mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo, autora de três livros: Lugar de Fala, Quem tem medo do Feminismo Negro? e Pequeno Manual Antirracista. Coordeno a Coleção Feminismos Plurais, que publica autoras e autores negros em livros didáticos e críticos. E também sou professora de jornalismo contra hegemônico na PUC-SP. Muito prazer! . Durante esse mês, vamos tratar de relações raciais, de lugar de fala, racismo estrutural e tantos outros temas fundamentais para a sociedade. Vamos discutir como nós podemos impactar na realidade de grupos sociais vulnerabilizados. Vivemos num país cujas desigualdades possuem origens históricas e entender esse processo nos ajuda a pensar o futuro. . Nesse primeiro vídeo, você pode conhecer um pouco de meu trabalho. Nossa aula começa no próximo encontro. Vocês podem deixar nos comentários temas que gostariam que fosse tratados. Teremos vários encontros aqui. Espero vocês!

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