‘Não vejo nenhum sentido de o Brasil sair da OMS’, diz presidente da Fiocruz

    Presidente Jair Bolsonaro ameaçou retirar o país da OMS, acusando-a de "viés ideológico"

    Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
    Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

     

    A presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, defendeu no sábado (6), a permanência do Brasil na Organização Mundial da Saúde (OMS), possibilidade cogitada por Jair Bolsonaro na sexta-feira.

    “Não vejo nenhum sentido de o país sair da OMS. O Brasil, inclusive, propôs sua criação após a Segunda Guerra. Cooperação internacional é fundamental e faz parte da história da Fiocruz, especialmente na pandemia”, disse a pesquisadora em entrevista à coluna de Guilherme Amado, da revista Época.

    O presidente Jair Bolsonaro ameaçou retirar o país da OMS, acusando-a de “viés ideológico”, sem apontar por que dizia isso.

    À frente da fundação que completou 120 anos em maio, Trindade pediu cautela ao flexibilizar o isolamento social e sentenciou: “Em estados com muito casos de Covid-19, como o Rio, as medidas de isolamento devem ser mantidas. É preciso muito cuidado. Temos de proteger vidas. Se tivermos aglomerações, infelizmente teremos aumento de casos”.

    Nísia Trindade afirmou ainda que a Fiocruz terá capacidade de produzir para todo o país a vacina definida contra o coronavírus, e defendeu que a transparência de dados da pandemia é tão vital quanto uma vacina.