Maia defende redução de salários dos três Poderes para garantir auxílio emergencial

    Nesta terça-feira, Bolsonaro afirmou que aumentaria o valor do auxílio emergencial se parlamentares cortassem os próprios salários

    Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse estar disposto a discutir a redução de salários dos parlamentares. É preciso, no entanto, que os três Poderes contribuam.

    A declaração foi feita nesta terça-feira (9), após Jair Bolsonaro afirmar que aceitaria aumentar o valor do auxílio emergencial pago aos trabalhadores no período de pandemia, desde que os deputados e senadores cortassem os próprios salários. O governo considera a possibilidade de estender o pagamento do auxílio, hoje em R$ 600, por mais dois meses. Neste caso, seriam duas parcelas de R$ 300

    “A conta só está um pouco distante. O custo de dois meses [para o auxílio emergencial] é de R$ 100 bilhões. O custo anual do salário de parlamentares é de R$ 220 milhões bruto. A Câmara já economizou mais de R$ 150 milhões, que é quase um ano de salário de parlamentares. Mas nós não temos problema nesse debate. É um debate que precisa ser feito”, afirmou o presidente da Câmara.

    De acordo com informações do jornal O Globo, Maia ponderou que o custo mais elevado entre os Poderes é do Executivo. Incluindo servidores, ministros e presidente da República, o custo é de R$ 170 bilhões. Ministério Público e o Poder Judiciário consomem R$ 25 bilhões, enquanto o Congresso Nacional, incluindo servidores e parlamentares, é responsável por R$ 5 bilhões de todo o custo de mão de obra.

    “Se todos os Poderes topassem uma redução de 10% ou um valor menor para garantir os R$ 600, eu tenho certeza que o parlamento vai participar e defender”, acrescentou.