Governador do Pará nega envolvimento em irregularidades após ação da PF

    'Agi a tempo de evitar danos ao erário público', afirmou Hélder Barbalho; secretário adjunto que possuia R$ 750 mil foi exonerado

    Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

    Alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (10), o governador do Pará, Helder Barbalho, afirmou em rede social estár tranquilo e à disposição par prestar esclarecimentos. “Agi a tempo de evitar danos ao erário público, já que os recursos foram devolvidos aos cofres do estado. Por minha determinação o pagamento de outros equipamentos para a mesma empresa está bloqueado”, disse, por meio de redes sociais.

    Segundo a PF, a compra dos respiradores custou ao estado do Pará o valor de R$ 50,4 milhões. Desse total, metade do pagamento foi feito à empresa vendedora do equipamento de forma antecipada. A Procuradoria Geral da República relatou que a investigação mostra que o governador “sabia da divergência dos produtos comprados e da carga de ventiladores pulmonares inadequados para o tratamento da Covid-19 que foi entregue ao estado”.

    O gestor também divulgou nota. Segue, abaixo, na íntegra:
    “Em nome do respeito ao princípio federativo e do zelo pelo erário público, o Governo do Estado reafirma seu compromisso de sempre apoiar a Polícia Federal no cumprimento de seu papel em sua esfera de ação. Informa ainda que o recurso pago na entrada da compra dos respiradores foi ressarcido aos cofres públicos por ação do Governo do Estado. Além disso, o Governo entrou na Justiça com pedido de indenização por danos morais coletivos contra os vendedores dos equipamentos.”

    R$ 750 mil

    Na mesma operação, denominada Bellum, a PF encontrou R$ 750 mil na residência do secretário adjunto de Gestão Administrativa de Saúde, Peter Cassol. O dirigente foi exonerado no final da manhã. Além de Cassol e do governador, foram alvo o presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Alberto Beltrame, e outras onze pessoas.

    Com informações do G1.