Ministro de Bolsonaro nega golpe, mas alerta oposição: ‘Não estica a corda’

    General Luiz Eduardo Ramos disse ainda que é "passar do ponto" comparar presidente com líder nazista Adolf Hitler

    Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

    O general Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Secretaria de Governo de Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista à revista Veja que é “ultrajante e ofensivo” afirmar que as Forças Armadas vão dar golpe e quebrar o regime democrático. E, embora o presidente da República frequente atos antidemocráticos, Ramos garantiu que Bolsonaro não faz campanha pelo golpe.

    O general, no entanto, fez um alerta à oposição. “(…) o outro lado tem de entender também o seguinte: não estica a corda”, afirmou.

    A declaração foi uma reação às comparações feitas entre Bolsonaro e Adolf Hitler, nazista que determinou o genocídio de minorias na Alemanha e instituiu regime autoritário no país. Na avaliação de Ramos, usar o nazista como parâmetro é “passar do ponto”.

    “Não contribui com nada para serenar os ânimos”, acrescentou.

    De acordo com informações da Folha de S.Paulo, o general Ramos também minimizou o risco de afastamento de Bolsonaro por meio de um processo de impeachment. Isso porque o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que não colocaria para votação os pedidos já apresentados.

    O general pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julga ações contra a chapa Jair Bolsonaro-Hamilton Mourão, faça o mesmo.