Bolsa de valores B3 supera prisão de Queiroz e prévia do PIB, subindo 0,71%

    Corte de juros pelo Copom impulsiona transações; queda projetada na economia é menos acentuada do que o mercado esperava

    A bolsa de valores brasileira B3 sobe nesta quinta-feira (18) mesmo com fatores que aparentemente tornariam o mercado tenso.  Entre eles a prisão de Fabrício Queiroz – ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro – e de o Banco Central divulgar um prévia do PIB com queda de 9,73% em abril.

    Às 16h, o Ibovespa, principal índice de ações, subia 0,71% e marcava 96.225,39 pontos, informou a Exame. O otimismo aparentemente paradoxal tem três causas. A primeira foi o corte de 0,75 na taxa Selic, fixado pelo Comitê de Política Econômica (Copom), do BC, na quarta-feira (17). Os diretores da autoridade monetária sinalizaram um corte residual de 0,25 p.p., o que deve transferir investidores para a bolsa.

    A segunda explicação tem a ver com a pandemia do novo coronavírus.  O recuo na atividade econômica de 9,73% é o pior resultado da prévia inflacionária do Banco Central (o IBC-Br), mas o mercado projetava um tombo ainda maior. Abril foi o primeiro mês completo atingido pela quarentena.

    O terceiro fator para os negócios melhorarem na B3 é o pouco impacto da prisão de Fabrício Queiroz. A denúncia de rachadinha – confisco ilegal de parte dos salários de assessores parlamentares – impactem na imagem da família Bolsonaro, mas os investidores não enxergam neste fato impacto maior na economia. Os desdobramentos estão no radar, mas não houve nada que ampliasse a aversão ao risco agora. Fonte: Exame